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Peça original, paralela, remanufaturada e de desmanche (8 de 10): o que pode vender e o que a lei proíbe

Original, paralela (aftermarket) e remanufaturada são legais e têm mercado; peça usada só pode vir de desmanche registrado, com nota e rastreabilidade, pela Lei do Desmanche (12.977/2014). Pneu, catalisador, lâmpada e vidro precisam de Inmetro. Veja a diferença entre as quatro, como anunciar cada uma sem enganar e como o vendedor honesto se protege da peça roubada.

Publicado em 22/09/2026 · 2 min de leitura · por Averiga

Oitava parte da série sobre vender autopeças em 2026, com a experiência da Riwerparts. Há quatro origens de peça no balcão, e a diferença entre elas é o que o cliente mais pergunta e o que a lei mais fiscaliza.

As quatro origens

TipoO que éPode vender?
Original (genuína)fabricada pelo fornecedor da montadora, na embalagem da montadorasim
Paralela (aftermarket)fabricada por Bosch, Cofap, Nakata, NGK, Marelli ou marcas menores para reposição, na própria embalagem; muitas são as mesmas fábricas da originalsim, dizendo a marca
Remanufaturadapeça usada recondicionada em fábrica com componentes novos (distribuidor, alternador, motor de partida, caixa de direção), com cobertura própriasim, dizendo que é remanufaturada
Usada (de desmanche)retirada de veículo baixadosó de desmanche registrado, com nota e rastreabilidade

O erro comum é vender paralela como original ("original de fábrica") ou usada como nova. É propaganda enganosa pelo CDC e, na usada, pode ser receptação.

A Lei do Desmanche

A Lei 12.977/2014 regula a desmontagem de veículos: só empresa registrada no Detran pode desmontar, o veículo precisa ter baixa no registro, cada peça reutilizável recebe etiqueta de rastreabilidade ligada ao chassi de origem, e a venda sai com nota fiscal. Peça usada sem etiqueta e sem nota vem de desmanche clandestino, e desmanche clandestino é abastecido por roubo: o Gol é o 3º carro mais roubado do país em 2026 justamente por ser fácil de desmontar e ter demanda de peça (o mercado do desmanche). Quem compra sabendo, ou devendo saber, responde por receptação.

O que exige Inmetro

Pneu (etiqueta com eficiência, aderência e ruído), catalisador de reposição (selo em relevo desde 2011), lâmpada de farol, vidro automotivo, roda, capacete. Vender sem é vender um item que reprova em vistoria, dá multa ao cliente e volta para a loja como disputa (o LED, o catalisador).

Como anunciar cada uma

  • Original: "genuína", com o código da montadora na foto da embalagem.
  • Paralela: a marca do fabricante e o código dele; "compatível com" e nunca "original".
  • Remanufaturada: a palavra remanufaturada no título e a cobertura oferecida.
  • Usada: origem (desmanche registrado), etiqueta de rastreabilidade na foto e nota. Se não tem os três, não anuncie.

A Riwerparts trabalha com original, paralela de fabricante e remanufaturada de fábrica, com nota em toda venda e a marca dita no anúncio. Peça usada sem rastreabilidade não entra no estoque: é a regra que protege a loja e o cliente de comprar, sem saber, uma peça de carro roubado.

Perguntas frequentes

Peça paralela é ruim?

Não necessariamente: muitas são feitas pelos mesmos fabricantes que abastecem a montadora (Bosch, Cofap, NGK). O que não pode é vender paralela como original.

Pode vender peça usada de carro?

Só de desmanche registrado no Detran, com etiqueta de rastreabilidade e nota fiscal (Lei 12.977/2014).

Quais peças precisam de Inmetro?

Pneu, catalisador de reposição, lâmpada de farol, vidro, roda e capacete, entre outras.

Fontes citadas

O artigo resume e comenta as fontes com as próprias palavras; o texto original é de cada veículo ou órgão.

Assuntos: peça original · paralela · remanufaturada · desmanche · lei do desmanche · inmetro · autopeças · riwerparts · série

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