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Catálogo de autopeças (4 de 10): como cadastrar por veículo, usar a placa e o chassi, e acabar com a devolução por peça errada

Peça errada é o custo escondido de quem vende autopeça: frete duas vezes, reputação e cliente perdido. O cadastro por aplicação (marca, modelo, ano-modelo, versão, motor, câmbio, lado) e a conferência pela placa ou pelo chassi antes de despachar resolvem a maior parte. Veja como montar o catálogo e as armadilhas dos anos de transição.

Publicado em 22/09/2026 · 2 min de leitura · por Averiga

Quarta parte da série sobre vender autopeças em 2026, com a experiência da Riwerparts. Esta é a parte técnica: como o catálogo evita a devolução.

Por que a peça vem errada

O cliente diz "Gol 2002 1.0". Existem dois Gol 1.0 de 2002: o "AT" com distribuidor e bobina de 3 pinos, e o EA-111 "Power" com bobina de 4 pinos, e a virada foi em agosto de 2001. Pastilha muda com o tamanho da roda; amortecedor muda com a versão; filtro muda com o motor; farol muda com o mês da reestilização. O cliente não sabe disso, e não é obrigado a saber. O vendedor é.

O cadastro por aplicação

Cada item do catálogo precisa de:

  • Marca, modelo, geração (Gol G3, G4; Onix 1ª ou 2ª geração).
  • Ano de fabricação e ano-modelo, com o mês de corte quando houver (ex.: "de 08/2001 a 07/2006").
  • Motor (1.0 8V, 1.0 12V, 1.4, 1.6 AP, 1.0 turbo) e combustível quando importa.
  • Câmbio (manual, automático, CVT, automatizado): muda embreagem, sensor, filtro.
  • Lado e posição (dianteiro/traseiro, esquerdo/direito, superior/inferior).
  • Código do fabricante, código original (OEM) e equivalentes (o mesmo rotor é Bosch 9231087677 e Marelli 73388).
  • Quantidade por embalagem (par, unidade, jogo de 4).

Os catálogos das grandes distribuidoras e das fabricantes (Bosch, Nakata, Cofap, NGK) trazem esses dados; o trabalho é transcrever sem "arredondar" ano.

A placa e o chassi resolvem o resto

A pergunta "qual a placa?" antes de confirmar o pedido substitui dez perguntas. A consulta pela placa devolve marca, modelo, ano de fabricação, ano-modelo, versão, motor e cor, o que fecha 90% das aplicações. Para os 10% (mês de corte, reestilização), o chassi decide: o 10º caractere é o ano-modelo e a sequência final identifica a unidade; a montadora ou o catálogo eletrônico cruzam o chassi com a peça exata. É o que a Riwerparts faz em toda venda de item com versão: placa no pedido, chassi quando há corte no ano.

Os erros clássicos

  1. Cadastrar "2001 a 2008" quando a peça muda em 2004.
  2. Não dizer o lado, e o cliente comprar dois esquerdos.
  3. Foto de catálogo de outra versão.
  4. Vender "kit" sem listar o que vem.
  5. Aceitar "acho que é 1.6" como resposta.

Perguntas frequentes

Como saber a peça certa pelo carro?

Pela placa: marca, modelo, ano, versão e motor saem da consulta; quando há corte no meio do ano, o chassi decide.

O que precisa ter no cadastro de uma peça?

Marca, modelo, geração, anos com mês de corte, motor, câmbio, lado, código do fabricante e original, e quantidade por embalagem.

Por que a devolução de peça custa tanto?

Frete de ida e volta, reputação no marketplace, tempo de atendimento e o cliente que não volta.

Fontes citadas

O artigo resume e comenta as fontes com as próprias palavras; o texto original é de cada veículo ou órgão.

Assuntos: catálogo · compatibilidade · aplicação · placa · chassi · devolução · autopeças · riwerparts · série

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