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Imposto de importação de elétricos e híbridos: os 35% de julho de 2026, a cota zero de kits e o efeito no preço

O cronograma terminou: desde 1º de julho de 2026 todo elétrico e híbrido importado paga 35% de imposto (um carro de R$ 200 mil vai a R$ 216 mil). Ao mesmo tempo o governo recriou uma cota de US$ 463 milhões com alíquota zero para kits de montagem, que beneficia BYD, GWM, GM e MG; a Anfavea protestou. Veja o cronograma, quem produz aqui e por que o nacional ficou mais barato que o importado.

Publicado em 22/09/2026 · 3 min de leitura · por Averiga

Até 2023 o carro elétrico importado entrava no Brasil sem imposto de importação. Em julho de 2026 passou a pagar 35%, a alíquota cheia dos carros a combustão. O caminho até aqui explica os preços de hoje.

O cronograma

DataElétrico (BEV)Híbrido plug-inHíbrido convencional
até 20230%0%0%
jan/202410%12%15%
jul/202418%20%25%
jul/202525%28%30%
jul/202635%35%35%

Efeito: um importado de R$ 200 mil vai a cerca de R$ 216 mil (+8%); um premium de R$ 300 mil sobe de R$ 20 mil a R$ 25 mil. Foi por isso que Seal, Yuan Plus, Shark e outros importados subiram de preço em 2026 (a BYD no Brasil).

A cota zero de kits

Em 23 de junho de 2026 o Gecex-Camex manteve os 35% e recriou uma cota de US$ 463 milhões (cerca de R$ 2,4 bilhões) com alíquota zero para kits de montagem CKD e SKD, válida de 1º de julho a 31 de dezembro de 2026. Fora da cota, kit SKD paga 35% e CKD fica em 14% até dezembro, subindo a 35% em janeiro de 2027. Quem se beneficia: BYD (Camaçari), GWM (Iracemápolis), GM e MG (Ceará). O ministro do MDIC defendeu que a cota favorece o consumidor e a instalação de fábricas; a Anfavea disse que a decisão foi tomada sem consulta ao setor e que, em 2025, o pedido da BYD de cortar tarifas de kits colocava em risco os R$ 180 bilhões de investimentos anunciados.

Quem produz aqui (e não paga)

  • GWM, Iracemápolis-SP: desde agosto de 2025, mais de 15 mil unidades no primeiro ano, meta de 32 mil até dezembro de 2026, capacidade de 50 mil; Haval H6, H9 e Poer P30.
  • BYD, Camaçari-BA: desde julho de 2025 (inauguração oficial em outubro), 150 mil por ano na primeira fase e plano de 600 mil; Dolphin Mini, Song Pro e King em SKD, com estamparia e pintura até o fim de 2026.
  • Carro eletrificado feito no Brasil (Dolphin Mini, Spark EUV, Yaris Cross híbrido, Song Pro) não paga os 35%. No primeiro semestre de 2026 os eletrificados venderam 215 mil unidades, com a BYD em 46% delas.

O que isso faz com o usado

O importado que subiu de preço no zero não sobe no usado: sobe a diferença, e o comprador de usado ganha. O nacional que ficou mais barato puxa o usado dele para baixo. E a cota de kits, temporária, é o tipo de decisão que muda preço de tabela de um semestre para o outro: quem compra eletrificado usado olha a Fipe do mês, não a do lançamento (os que menos desvalorizam).

Perguntas frequentes sobre o imposto de importação

Quanto é o imposto de importação de carro elétrico em 2026?

35% desde 1º de julho de 2026, para elétricos e híbridos, igual ao dos carros a combustão.

O que é a cota zero de kits?

Uma cota de US$ 463 milhões com alíquota zero para kits CKD e SKD montados no Brasil, válida até 31 de dezembro de 2026.

Carro elétrico feito no Brasil paga o imposto?

Não. Dolphin Mini, Song Pro, King, Haval H6 e outros montados aqui não pagam os 35%.

Fontes citadas

O artigo resume e comenta as fontes com as próprias palavras; o texto original é de cada veículo ou órgão.

Assuntos: imposto de importação · elétricos · híbridos · 35% · cota · ckd · skd · byd · gwm · anfavea

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