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Preços e mercado

Carros só a combustão perdem 12 pontos de participação em um ano: de 90% para 78% das vendas

Em agosto de 2025 os carros a combustão pura eram 90,6% dos emplacamentos de leves; em agosto de 2026, 78%. O mercado cresceu, e o elétrico e o híbrido tomaram a fatia. Veja a conta, o que puxa a mudança e o que isso faz com o preço do usado a combustão.

Publicado em 19/09/2026 · 3 min de leitura · por Averiga

A pergunta "quanto caiu a venda de carro a combustão?" tem uma resposta que surpreende: em número absoluto, não caiu. O que caiu, e muito, foi a participação.

A conta

Dois números públicos bastam. A Fenabrave informa o total de automóveis e comerciais leves emplacados; a ABVE, quantos deles são eletrificados (elétricos, híbridos plug-in e híbridos).

AgostoTotal de levesEletrificadosSó combustãoParticipação da combustão
2025cerca de 214 mil20 mil (9,4%)cerca de 194 mil90,6%
2026263.05457.386 (21,8%)cerca de 206 mil78,2%

O mercado cresceu 22,7% no período, e o carro a combustão cresceu uns 6%. Mas o eletrificado quase triplicou (+160% no acumulado do ano), e cada ponto que ele ganha é um ponto que o motor a combustão perde. Doze pontos de participação em doze meses. No acumulado de 2026 a fatia dos eletrificados está em 20%; a ABVE fala em 1 milhão de eletrificados na frota em setembro.

O que puxa a mudança

  • Preço. O elétrico mais vendido (Dolphin Mini) entrou na faixa dos R$ 110 mil a R$ 120 mil, o preço de um compacto a combustão bem equipado.
  • Custo de rodar. R$ 11 a R$ 14 por 100 km na tomada de casa, contra R$ 47 a R$ 48 com gasolina ou etanol (a conta completa).
  • Marcas chinesas. BYD, GWM e Geely colocaram quatro modelos no top 10 de agosto.
  • Híbrido flex. Toyota e outras vendem híbridos que abastecem com etanol, uma ponte para quem não tem onde carregar.

Do outro lado, o carro a combustão recebeu ajuda em 2025 e 2026: o programa federal de IPI zero para compactos eficientes derrubou o preço de Kwid, Mobi, HB20 e Polo Track em R$ 8 mil a R$ 13 mil, e a Fenabrave credita parte do crescimento de agosto a ele.

O que isso faz com o usado a combustão

Menos do que parece. Em 2025, o usado a combustão perdeu 3,9% de valor em média (Índice Webmotors), enquanto o elétrico usado perdeu 12%. O carro a combustão continua sendo a maior parte da frota, com peça, mecânico e revenda garantidos por muitos anos; a mudança de participação é no carro novo. Para quem compra usado em 2026, o efeito prático é a maior oferta de carros a combustão de dois a quatro anos vindos de frota e de troca por elétrico, o que segura o preço deles.

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Perguntas frequentes sobre a queda da combustão

As vendas de carro a combustão caíram em 2026?

Em unidades, cresceram junto com o mercado. Em participação, caíram de cerca de 90% para 78% dos leves entre agosto de 2025 e agosto de 2026, pela conta Fenabrave x ABVE.

Comprar um carro a combustão usado agora: o que pesa?

O usado a combustão desvalorizou menos que o elétrico em 2025 (3,9% contra 12%) e tem oferta grande. A escolha depende do seu uso e de ter onde carregar; a consulta pela placa é a mesma para os dois.

Quantos eletrificados o Brasil tem?

Cerca de 950 mil em agosto de 2026, com a marca de 1 milhão prevista para setembro (ABVE).

Fontes citadas

O artigo resume e comenta as fontes com as próprias palavras; o texto original é de cada veículo ou órgão.

Assuntos: combustão · elétrico · participação · abve · fenabrave · tendência

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