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Preços e mercado

Carros elétricos em 2026: um em cada cinco novos é eletrificado, o custo por km e o que conferir num elétrico usado

Os eletrificados chegaram a 22% dos emplacamentos em agosto de 2026 (ABVE), rodar 100 km custa de R$ 11 a R$ 14 na tomada de casa, e o elétrico usado desvaloriza mais que o dobro do carro a combustão. Veja vendas, preços, recarga, IPVA por estado e o roteiro para comprar um elétrico usado.

Publicado em 19/09/2026 · 4 min de leitura · por Averiga

Em agosto de 2026 foram emplacados 57.386 veículos eletrificados no Brasil, segundo a ABVE: 22% de tudo o que foi vendido de leve no mês, contra 9,4% em agosto de 2025. De janeiro a agosto, 328 mil eletrificados, mais que o ano de 2025 inteiro. A frota acumulada beirava 950 mil e deve passar de 1 milhão em setembro.

Metade disso é 100% elétrico (BEV); o resto, híbrido plug-in e híbrido comum. As marcas: BYD e Geely somam mais de 80% dos elétricos puros, e o BYD Dolphin Mini foi o elétrico mais vendido do primeiro semestre (35,7 mil).

Quanto custa rodar

A conta mais citada em 2026 é a de rodar 100 km:

Custo por 100 kmPor km
Elétrico, recarga em casa (15 kWh/100 km + perdas, tarifa de SP de R$ 0,73/kWh)R$ 11 a R$ 14R$ 0,12 a R$ 0,14
Gasolina a R$ 5,80, 12 km/lcerca de R$ 48R$ 0,48
Etanol a R$ 3,80, 8 km/lcerca de R$ 47R$ 0,47

Rodando 1.000 km por mês, a diferença passa de R$ 350 mensais. Em carregador rápido na rua a conta sobe bastante; a economia é de quem carrega em casa.

Preço, autonomia e recarga

O Dolphin Mini, o elétrico mais vendido, custava R$ 118.990 na versão de entrada em 2026, com promoções a R$ 109.990 ao longo do ano; a autonomia declarada pelo Inmetro é de 280 km, e testes independentes apontam 15% a 20% menos no uso real, o que é a regra para todo elétrico. A rede pública chegou a 25.429 pontos de recarga em maio de 2026 (34% rápidos), em 1.788 municípios, quase o dobro de 15 meses antes.

IPVA de elétrico varia muito por estado

Em 2026, estados como Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe isentam o elétrico; o Rio de Janeiro cobra 0,5% (1,5% para híbrido); São Paulo devolve parte do imposto para carros de até R$ 150 mil; e cerca de dez estados não dão benefício nenhum. Como a regra muda ano a ano e as publicações divergem em detalhes, o certo é conferir na Secretaria da Fazenda do estado antes de contar com a isenção.

O elétrico usado desvaloriza mais

Aqui está o ponto que mais muda a compra. Pelo índice IBV Auto, elétricos lançados em 2023 perderam 46% do valor até junho de 2026; híbridos, 26%; carros a combustão, 20%. No Índice Webmotors de 2025, os elétricos usados caíram 12% no ano, contra 4% dos usados a combustão. Há grande variação por modelo: em 12 meses, Geely EX2, Leapmotor C10 e Chevrolet Spark EUV quase não desvalorizaram, enquanto alguns modelos de JAC e Mini perderam de 30% a 50%.

Para quem compra usado, isso é oportunidade: o mesmo carro, dois ou três anos depois, pela metade. Com uma condição: a bateria.

O que conferir num elétrico usado

  1. Saúde da bateria (SoH). É "o novo quilômetro". A bateria é de 30% a 50% do valor do carro; abaixo de 75% de saúde, a autonomia já caiu bem. Peça a medição do SoH, feita em concessionária ou oficina especializada.
  2. Cobertura de fábrica da bateria, e se ela é transferível. BYD (modelos 2026/27): 8 anos ou 200 mil km; GWM: 8 anos ou 200 mil km; Renault E-Tech: 8 anos ou 120 mil km, com pelo menos 70% de capacidade. Fora da cobertura, uma troca de bateria pode passar de R$ 60 mil.
  3. Hábito de recarga do dono anterior. Só carregador rápido, bateria sempre em 100% ou sempre zerada degradam mais.
  4. O mesmo roteiro de qualquer usado. Roubo e furto, restrição, débito, leilão e sinistro estão nas mesmas bases; a consulta pela placa é igual. Elétrico batido e recuperado é um caso especial: a bateria pode ter sofrido sem marca por fora.
  5. Uso mensal. A conta costuma fechar acima de 1.000 a 1.200 km por mês; abaixo disso, a economia no combustível demora a pagar a diferença de preço.
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Perguntas frequentes sobre carro elétrico em 2026

Quantos elétricos são vendidos no Brasil?

Em agosto de 2026, 57 mil eletrificados (22% do mercado de leves), dos quais 27 mil elétricos puros, segundo a ABVE.

Carro elétrico usado desvaloriza muito?

Mais que o carro a combustão: 46% em três anos para os lançados em 2023 (IBV Auto), contra 20% dos carros a combustão. A variação por modelo é grande.

O que é SoH da bateria?

State of Health, a saúde da bateria em relação a quando era nova. Acima de 80% é bom; abaixo de 75% a autonomia já é bem menor. Peça a medição antes de comprar.

Elétrico paga IPVA?

Depende do estado: alguns isentam, outros cobram alíquota reduzida, cerca de dez cobram normalmente. Confira na Sefaz do seu estado.

Fontes citadas

O artigo resume e comenta as fontes com as próprias palavras; o texto original é de cada veículo ou órgão.

Assuntos: elétrico · híbrido · abve · byd · bateria · custo · ipva

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