Seguro ainda é exceção no Brasil: 71% dos automóveis rodam sem cobertura, segundo levantamento da CNseg de 2026 (18,4 milhões segurados, cerca de 28% da frota). Quem tem, paga cada vez mais: as indenizações do seguro auto subiram de R$ 21 bilhões em 2016 para R$ 35,5 bilhões em 2025, e a sinistralidade ficou em 60%. Isso explica boa parte do preço.
Quanto custa em 2026
Simulação de julho de 2026 para os dez carros mais vendidos (condutor de 35 anos, casado, cobertura completa, garagem, mais de 15 seguradoras):
| Carro | Faixa anual |
|---|---|
| Fiat Mobi | R$ 2.000 a R$ 2.800 |
| Fiat Argo | R$ 2.300 a R$ 3.100 |
| Chevrolet Onix | R$ 2.400 a R$ 3.200 |
| Hyundai HB20 | R$ 2.600 a R$ 3.400 |
| Fiat Strada | R$ 2.800 a R$ 3.600 |
| Volkswagen Polo | R$ 2.800 a R$ 3.900 |
| Volkswagen Tera | R$ 3.800 a R$ 5.500 |
| BYD Dolphin Mini | R$ 3.800 a R$ 6.000 |
| Hyundai Creta | R$ 4.000 a R$ 6.000 |
| Volkswagen T-Cross | R$ 4.200 a R$ 5.600 |
Perfil, cidade e uso mudam tudo: o mesmo HB20 para um homem de 32 anos em SP saiu de R$ 87 a R$ 118 por mês nas seguradoras digitais.
Os mais caros de segurar (perfil de 35 anos, zona sul de SP, 2025): Ram 3500 (R$ 29.699 por ano), Porsche Macan elétrico (R$ 15.637), Mercedes EQB (R$ 14.845), Toyota SW4 (R$ 14.309), Hilux (R$ 12.780), BMW i4 (R$ 12.024). Dois elétricos entre os seis.
O que forma o preço
O prêmio é o risco convertido em reais. Pesam:
- Índice de roubo e furto do modelo. Carro no topo do ranking de roubo paga mais, porque a seguradora indeniza mais. Em 2026, os mais visados são Ka, Onix, Gol, HB20, Sandero, Argo, Logan, Uno, Palio e Voyage; em 2025 o país teve 204 mil furtos e 104 mil roubos de veículos (-10,7%), 112 mil deles em SP (o ranking de SP).
- Custo de reparo e de peça. SUVs e picapes dominam a lista dos mais caros pelo valor de reposição; elétrico paga pela bateria e pela falta de oficina habilitada.
- Perfil e uso: idade, sexo, tempo de habilitação, garagem, CEP, km por ano, uso em aplicativo.
- Histórico do próprio carro: passagem por leilão ou sinistro anterior pode limitar coberturas, elevar a franquia ou levar à recusa.
Elétrico é mais caro, mas a diferença caiu
Em agosto de 2026: BYD Dolphin GS R$ 5.133 por ano contra VW Nivus R$ 3.054 (68% a mais); Kwid E-Tech R$ 3.519 contra Kwid a combustão R$ 3.226 (só R$ 292 a mais). Em março de 2025 a diferença chegava a R$ 8 mil por ano. A rede de reparo cresceu e o preço acompanhou.
O histórico do carro entra na cotação
Antes de comprar um usado, cote o seguro dele pela placa: a seguradora consulta as mesmas bases de leilão e sinistro, e um carro "recuperado" pode receber franquia maior ou recusa. Descobrir isso depois de comprar é o pior cenário. A consulta pela placa mostra o que a seguradora vai ver: leilão, indício de sinistro, roubo e furto, histórico de propriedade.
Perguntas frequentes sobre seguro auto
Quanto custa o seguro de um carro popular em 2026?
Para Mobi, Argo, Onix e HB20, entre R$ 2 mil e R$ 3,4 mil por ano na cobertura completa, variando com perfil e cidade.
Qual é o carro mais barato de segurar?
Entre os mais vendidos, o Fiat Mobi (R$ 2.000 a R$ 2.800 por ano na simulação de julho de 2026).
Seguro de carro elétrico é mais caro?
Sim, mas a diferença diminuiu: de até R$ 8 mil por ano em 2025 para algo entre R$ 300 e R$ 2 mil em 2026, conforme o modelo.
Quantos carros têm seguro no Brasil?
Cerca de 18,4 milhões, 28% da frota de automóveis; 71% rodam sem cobertura (CNseg, 2026).