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Como consultar

Como transferir um veículo para o seu nome: passo a passo completo em 2026

Do "fechei negócio" ao CRLV-e no seu nome, em ordem: consulta da placa, ATPV-e, assinatura, vistoria, débitos, taxa do Detran e comunicação de venda. Com o que cada parte precisa ter em mãos, quanto custa em SP e RJ, o prazo de 30 dias e a versão 100% digital.

Publicado em 21/09/2026 · 4 min de leitura · por Averiga

Transferir um veículo é uma sequência de sete passos, e a ordem importa: quem pula a primeira etapa (consultar) descobre o problema na última (o Detran recusa). Este é o roteiro para carro e moto entre particulares, com o que cada um precisa ter em mãos.

Antes de tudo: o que vendedor e comprador precisam ter

  • Conta gov.br nível prata ou ouro, os dois. É o que permite emitir e assinar a ATPV-e e usar a transferência digital.
  • CRLV-e do veículo (o documento digital, no app Carteira Digital de Trânsito ou no portal do Detran) e o Renavam.
  • CNH ou RG e CPF de ambos, comprovante de endereço do comprador.
  • Débitos zerados: IPVA, licenciamento e multas do veículo. Sem isso o Detran não transfere.

Passo 1: consulte a placa antes de pagar qualquer valor

Restrição judicial, gravame ativo, débito antigo, recall pendente há mais de um ano, passagem por leilão, e tudo isso impede ou complica a transferência. A consulta pela placa mostra o que as bases registram, com a data de cada informação, antes de você assinar ou pagar. Se aparecer gravame, o financiamento precisa ser quitado e baixado primeiro (como funciona).

Passo 2: o vendedor emite a ATPV-e

A Autorização para Transferência de Propriedade de Veículo eletrônica substituiu o antigo "recibo" em papel. O vendedor emite no site ou app do Detran do estado, com a conta gov.br, informando os dados do comprador (nome, CPF, endereço) e o valor da venda. É gratuita. Confira cada dado antes de emitir: erro de CPF ou de valor exige cancelar e refazer.

Passo 3: assinatura

A ATPV-e é assinada pelos dois. Há dois caminhos:

  • Reconhecimento de firma por autenticidade em cartório (o mais comum ainda, o vendedor assina na frente do tabelião);
  • Assinatura digital com o gov.br, onde o Detran aceita. Em SP, a Transferência Digital de Veículos (TDV) dispensa cartório.

Guarde uma cópia da ATPV-e assinada: é o seu comprovante de que a venda aconteceu naquela data.

Passo 4: vistoria

O comprador leva o veículo a uma empresa credenciada de vistoria (ECV) do Detran, que confere chassi, motor, placas e itens de segurança e emite a vistoria aprovada, paga à empresa. Em SP ela vale 60 dias. Se a vistoria reprovar (chassi ilegível, placa danificada, item de segurança), é preciso corrigir antes de seguir.

Passo 5: pagar a taxa e os débitos

O comprador quita o que estiver em aberto e paga a taxa de transferência do Detran:

EstadoTaxa 2026
SPR$ 295,83 com o licenciamento do ano pago; R$ 469,91 sem
RJR$ 209,78; R$ 233,09 se financiado ou leasing

Em SP o pagamento é por Pix ou banco conveniado; no RJ, por DUDA. Se o veículo ainda tem placa cinza, a placa Mercosul entra aqui, paga à estampadora (preços).

Passo 6: o pedido de transferência e o novo CRLV-e

Com ATPV-e assinada, vistoria aprovada e débitos pagos, o comprador faz o pedido no portal do Detran (em SP, também no Poupatempo). O processo padrão em SP leva até 3 dias úteis; pela TDV, minutos. O novo CRLV-e sai no app Carteira Digital de Trânsito, já no nome do comprador.

Prazo: o art. 123 do CTB dá 30 dias a partir da venda. Depois disso é multa média (R$ 130,16, 4 pontos) e o veículo pode ser removido.

Passo 7 (do vendedor): a comunicação de venda

O vendedor comunica a venda ao Detran, no site, com a ATPV-e assinada. É o que protege quem vendeu: pelo STJ, quem não comunica responde junto com o comprador pelas multas cometidas até a data da comunicação. Faça no mesmo dia da venda.

A versão 100% digital

Em SP, a TDV faz tudo online em quatro etapas: o vendedor registra a intenção de venda, o comprador assina, o vendedor confirma, o comprador paga por Pix. Exige ATPV-e, vistoria aprovada nos últimos 60 dias, veículo sem restrição e sem débito, e gov.br prata ou ouro dos dois. Em nível nacional, a Resolução Contran 1.027/2026 leva a transferência eletrônica ao app CNH do Brasil, com a opção custodiada (o dinheiro fica retido até as exigências serem cumpridas); os estados têm 90 dias para implantar, então a disponibilidade varia (o que muda).

Checklist de bolso

  1. Consulta pela placa: sem restrição, gravame, débito ou leilão escondido.
  2. ATPV-e emitida pelo vendedor com os dados certos.
  3. Assinaturas (cartório ou digital).
  4. Vistoria aprovada na ECV.
  5. Débitos e taxa pagos.
  6. Pedido no Detran e CRLV-e novo no app.
  7. Comunicação de venda pelo vendedor, no mesmo dia.

Perguntas frequentes sobre a transferência

Quais documentos preciso para transferir um veículo?

ATPV-e assinada, CRLV-e, vistoria aprovada, CNH ou RG e CPF, comprovante de endereço do comprador, e conta gov.br prata ou ouro para os passos digitais.

Quanto tempo leva a transferência?

Em SP, até 3 dias úteis no processo padrão e minutos pela TDV. O prazo legal para o comprador fazer é de 30 dias.

Precisa de vistoria para transferir?

Sim, na maioria dos estados a vistoria em empresa credenciada é obrigatória para veículo usado; em SP vale 60 dias.

Vendi e o comprador não transferiu. E agora?

Faça a comunicação de venda no Detran com a ATPV-e assinada. A partir dela, as multas deixam de ser suas.

Fontes citadas

O artigo resume e comenta as fontes com as próprias palavras; o texto original é de cada veículo ou órgão.

Assuntos: transferência · passo a passo · atpv-e · crlv-e · vistoria · detran · gov.br

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